O automobilismo brasileiro tem uma história fascinante e inspiradora na Fórmula 1, sendo inaugurada por Emerson Fittipaldi, considerado o ícone que pavimentou o caminho para o sucesso do Brasil no cenário internacional.
Nascido em 1946 em São Paulo, Emerson Fittipaldi desde cedo demonstrou sua paixão pelo automobilismo, influenciado pelo seu pai, um respeitado jornalista e narrador de corridas. Antes de chegar à Fórmula 1, Fittipaldi brilhou em categorias de base, como a Fórmula Ford e a Fórmula 3 Britânica, atraindo os olhares da renomada equipe Lotus, que dominava o final da década de 1960.
Em 1970, Emerson Fittipaldi fez sua estreia na Fórmula 1 pela Lotus, substituindo o saudoso Jochen Rindt, falecido em um trágico acidente em Monza. O brasileiro rapidamente se destacou, conquistando sua primeira vitória no GP dos Estados Unidos no mesmo ano, sob enorme pressão.
No ano de 1972, com um desempenho consistente e um amadurecimento evidente, Fittipaldi assumiu o papel de liderança na Lotus. Sua habilidade excepcional foi comprovada ao longo da temporada, culminando na conquista do título mundial com uma corrida de antecedência após vencer o GP da Itália, em Monza.
Aos 25 anos, Fittipaldi tornou-se o mais jovem campeão mundial de Fórmula 1, um feito histórico que perdurou até 2005, quando Fernando Alonso quebrou o recorde. Sua conquista não apenas elevou o Brasil ao topo do automobilismo, mas também inspirou uma nova geração de talentosos pilotos, incluindo Nelson Piquet e Ayrton Senna.
Após seu triunfo em 1972, Fittipaldi juntou-se à McLaren em 1974, onde conquistou seu segundo título mundial. Sua expertise foi fundamental para a equipe britânica garantir seu primeiro campeonato de construtores, solidificando-se como uma potência na Fórmula 1.
Além dos feitos na Fórmula 1, Emerson Fittipaldi obteve sucesso nos monopostos dos Estados Unidos, vencendo as 500 Milhas de Indianápolis duas vezes e conquistando o título da IndyCar em 1989. Seu legado no automobilismo brasileiro é duradouro, influenciando pilotos como Rubens Barrichello, Felipe Massa e jovens promessas como Felipe Drugovich.